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Revista SPA 24 Suplemento
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Revista SPA Nesletter N1 | 2015
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Revista SPA 23 nº 4
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Revista SPA 23 nº 3
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Revista SPA 23 nº 2

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Revista SPA Suplemento Congresso SPA

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Revista SPA 23 Nº 1

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Revista SPA 22 Nº 4

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Revista SPA 22 Nº 3

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Revista SPA 22 Nº 2

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Newsletter 2013 Nº2

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Revista SPA 22 Suplemento Congresso

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Revista SPA 22 Nº 1

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Newsletter 2013 Nº1

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Tertúlias Revista

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Newsletter – nº 2

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Revista SPA 21 nº 5
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Revista SPA 21 nº 4
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VOL 21 – nº 3

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Newsletter nº1, 2012

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Jornal das Tertúlias

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VOL 21- nº2

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VOL 21- nº1

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VOL 20- nº3

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VOL 20- nº2

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VOL 20- nº1

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VOL 19- nº4

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VOL 19- nº3

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VOL 19- nº2

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VOL 19- nº1

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VOL 18- nº6

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 VOL 18- nº5

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 VOL 18- nº4

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 VOL 18- nº3

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VOL 18- nº1

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VOL 17- nº6

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VOL 17- nº5

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VOL 17- nº4

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VOL 17- nº3

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VOL 17- nº2

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VOL 16- nº4
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The Section and Board of Anaesthesiology of the European Union of Medical Specialists aims (EUMS/UEMS) at harmonization of training of anaesthesiologists and at improvement of patient care throughout Europe. Pain medicine is considered to be an area of expertise in anaesthesiology although exclusivity is not claimed. The Section and Board has approved both a core syllabus for pain medicine to be part of the specialist training in anaesthesiology and an additional qualification in pain medicine following the completion of a 5 yr basic specialty training in anaesthesiology. These proposals were prepared by the Working Party on Pain Medicine of the Section and Board. It considers a multidisciplinary approach to pain to contribute to quality in care and has taken the initiative to set up a Multidisciplinary Joint Committee on Pain Medicine within the EUMS/UEMS, for which these guidelines define the area of expertise of anaesthesiology.

A. J. Cunningham | J. T. A. Knape | H. Adriaensen | W. P. Blunnie | E. Buchser | Z. Goldik | W. Ilias | V. Paver-Erzen

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Define-se pneumocéfalo como a acumulação de ar dentro da cavidade craniana. Mesmo pequenos volumes de dois ml
podem ser sintomáticos e na maioria dos casos tem resolução espontânea até às 72 horas.

As causas mais comuns incluem traumatismo e cirurgia cranioencefálica ou otorrinoscópica. Contudo, a técnica de
pesquisa do espaço epidural com ar tem estado associada à formação de pneumocéfalo sintomático.

Apresenta-se o caso clínico de uma grávida, submetida a anestesia sequencial de urgência para cesariana, por distócia.

A técnica anestésica foi efectuada sem intercorrências, com a pesquisa do espaço epidural com ar. Quatro horas e meia
após a anestesia, inicia crise convulsiva tónico-clónica e a tomografia axial computorizada cranioencef·lica (TAC-CE)
evidenciou a presença de pneumocéfalo.

Cecília Toste Dias | Costa Martins

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Objectivos: Nas últimas décadas tem sido observado um franco aumento no consumo de produtos naturais. Os
objectivos deste estudo são quantificar o consumo de produtos naturais na população pré-anestésica e sensibilizar os
Anestesiologistas para este tipo de consumo.

Metodologia: Durante um período de 12 semanas, foi realizado um questionário a todos os pacientes avaliados na
Consulta de Anestesia. Este questionário permitiu o registo do sexo e da idade dos pacientes, da sua medicação habitual,
dos produtos naturais consumidos e das razões para o seu início.

Resultados: Dos 345 pacientes avaliados, 59 (17%) estavam a tomar pelo menos um produto natural. Só um paciente
referiu espontaneamente o consumo e a grande maioria assumiu ser uma auto-medicação. As mulheres e os indivíduos
com idades entre os 40-60 anos mostraram maior tendência para este consumo. Os agentes mais frequentemente usados,
por ordem decrescente, foram: camomila, chá verde, erva de S. João (hipericão), valeriana, gingko biloba, ginseng e alho.

Discussão e conclusões: O consumo de produtos naturais não é raro nos pacientes avaliados durante o período
pré-operatório. Apesar da farmacologia de muitos destes produtos ainda não estar bem estudada, existem dados
documentados relativos a efeitos adversos e interacções medicamentosas associados ao seu uso durante o período perioperatório. Assim, a Sociedade Americana de Anestesiologia (ASA) recomenda que todos os produtos naturais sejam
suspensos pelo menos 2 a 3 semanas antes de um procedimento cirúrgico electivo. Como muitos dos pacientes mostram
relutância em mencionar este consumo aos seus médicos se não forem questionados directamente, torna-se prudente
que o Anestesiologista conheça bem estes produtos e despiste especificamente o seu consumo na avaliação pré-operatória.

Lísia Barros | Patrícia Coimbra | Cristovão Matias | Nuno Fernandes | Fernanda Rocha | Carmo Órfão | Constança Miranda

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Objectivos Gerais
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• Melhoria contínua da qualidade, dos cuidados prestados ás grávidas;
• Redução da incidência e da gravidade do erro médico, assim como dos efeitos secundários das diferentes técnicas de analgesia e anestesia;
• Sistematização, orientação e normalização de processos;
• Obtenção dum impacto positivo na prática corrente das Instituições, quer públicas quer privadas, onde se prestem cuidados obstétricos.
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A esclerose múltipla é a doença neurológica crónica incapacitante mais frequente nas mulheres em idade fértil1. Manifestase
habitualmente por períodos de remissão e exacerbação, podendo estes últimos ser precipitados pela gravidez ou pelo
parto.

O uso de técnicas loco-regionais para analgesia de parto nestas mulheres permanece muito controverso.

Estudos recentes têm demonstrado que a analgesia epidural para o trabalho de parto não condiciona alterações na evolução
da doença. O tratamento com Imunoglobulina Humana, por diminuir a inflamação e promover a remielinização, tem sido
usado com sucesso na prevenção dos surtos pós-parto.

Carmélia Ferreira | Miguel Marques | Maria João Santos | Helena Salgado | Marta Gonçalves | Manuel Oliveira
VOL 16- nº3
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O manuseamento frequente dos fármacos que interferem na hemostase e a realização de procedimentos invasivos,
anestésico-cirúrgicos, em doentes que estão sob esta terapêutica, exige precauções e a ponderação individualizada da
decisão de suspender/manter estes fármacos versus técnica anestésica, já que as complicações, quando ocorrem, são em
geral graves. O objectivo deste artigo, é o esclarecimento das particularidades destes fármacos, cujo conhecimento é
fundamental, entre outros aspectos, na decisão do anestesista quanto a este assunto.

Nascimento A. | Lobo C. | Esteves J.

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Com o patrocínio da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia (SPA), reuniram-se na Figueira da Foz no dia 26 de Maio do corrente ano, Anestesiologistas e Imuno-Hemoterapêutas, tendo como objectivo principal criar as primeiras recomendações portuguesas da anestesia loco-regional em doentes medicados com fármacos inibidores da hemostase.

Nota Introdutória

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Foi realizado um esforço em comum entre várias especialidades nomeadamente anestesiologia e imunohemoterapia, para resumir neste presente documento o estado da arte relativamente aos doentes medicados com fármacos que interferem na coagulação propostos para anestesia locoregional.

Carlos Correia | Cristiana Fonseca | Neusa Lages | Clara Lobo
VOL 16- nº2
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Os investigadores devem estar preparados para o uso adequado dos animais na investigação. Devem ter conhecimentos sobre: a biologia e as particularidades dos animais de laboratório, as doenças e a microbiologia, os cuidados de saúde e de práticas seguras no biotério, o projecto e condução de uma experiência com animais, a anestesia, a analgesia e os procedimentos experimentais, assim como aspectos éticos e legais do uso dos animais de laboratório e ainda alternativas a esse uso.

Maria José Pinto de Barros Pereira

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A distrofia miotónica ou Doença de Steinert, embora rara, é a forma mais comum de distrofia muscular no adulto com uma prevalência de 3-5 em 100.0001. O envolvimento muscular esquelético, o atingimento multissistémico e uma sensibilidade aumentada aos fármacos anestésicos reflectem-se em elevada incidência intra e pós-operatória de complicações cardiovasculares e respiratórias, com prolongamento do recobro.
Descrevemos o caso de uma doente de 52 anos com distrofia miotónica e insuficiência respiratória compensada com suporte ventilatório não invasivo (BIPAP), proposta para cirurgia ortopédica urgente do membro inferior (osteossíntese de fractura bimaleolar). Optou-se por um bloqueio subaracnoideu, a nível L3-L4 com 8 mg de bupivacaina hiperbárica a 0,5%. Não se verificaram quaisquer complicações per ou pós-operatórias e a doente teve alta hospitalar ao 5º dia pós-operatório.
A abordagem anestésica em doentes com distrofia miotónica obriga a fármacos que não precipitem crises. A anestesia regional evita o uso de opióides e é uma alternativa segura à anestesia geral, que permite um recobro rápido sem necessidade de suporte ventilatório no pós-operatório.

Santos C. | Sampaio C. | Tavares J.

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Dote et al relataram recentemente o “apical ballooning syndrome”, uma entidade que se assemelha ao enfarte agudo do miocárdio com artérias coronárias normais.
Descrevemos um caso clínico de uma doente sexo feminino, 53 anos, caucasiana, sem antecedentes patológicos de relevo proposta para revascularização emergente do membro superior esquerdo por isquemia aguda com duas horas de evolução. Durante a avaliação pré-anestésica iniciou subitamente edema agudo do pulmão, com alterações do ECG semelhantes a um enfarte agudo do miocárdio (EAM). O cateterismo cardíaco mostrou artérias normais, no entanto a ventriculografia revelou depressão grave da função sistólica do ventrículo esquerdo, alterações da motilidade semelhantes às encontradas na cardiomiopatia de Takotsubo.
Este é o primeiro relato de apical ballooning pré-operatório em Caucasianos.
Este síndrome não é raro e deve ser considerado, particularmente em mulheres, com alterações súbitas no ECG que mimetizem um EAM.

Santos C. | Pimenta C. | Abelha F.

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Após o esvaziamento uterino e expulsão da placenta a vasoconstrição produzida pela contracção uterina constitui o principal mecanismo de hemostase. A oxitocina é um peptídeo natural comercializado sob a forma sintética (Syntocinon®), actua por estimulação das contracções uterinas e é utilizada no terceiro estadio do trabalho de parto para a profilaxia da hemorragia pós-parto. Os autores procedem à revisão dos respectivos mecanismos de acção, farmacocinética, farmacodinâmica, efeitos adversos e de questões relacionadas com os regimes terapêuticos normalmente praticados.

Hugo Vilela | Marta Pereira | Susana Cabrita | António Oliveira
VOL 16- nº1
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O síndrome de Treacher Collins, também chamado Disostose Mandibulofacial, apresenta-se com deformidades craniofaciais como: anomalias dos pavilhões auriculares, hipoplasia dos ossos da face, micrognatia e colobomas palpebrais1,2. É uma doença rara e a sua incidência está estimada em cerca de 1:40000 a 1:70000 nados-vivos2,3,4. A bibliografia refere muitas complicações na ventilação e entubação destes doentes, pelo que constituem muitas vezes um desafio para os anestesistas na abordagem da via aérea.

Favaios Susana | Moutinho Rita | Canas Manuela

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Durante a vida intra-uterina, a troca de gases sanguíneos ocorre a nível da placenta. O pulmão recebe um fluxo sanguíneo muito reduzido e as circulações sistémica e pulmonar funcionam em paralelo, o que é possivel devido à presença de um foramen ovale e canal arterial patentes. Aquando do nascimento, o aumento da tensão arterial de O2 provoca o encerramento fisiológico do canal arterial nas primeiras horas de vida. Nos prematuros, esse encerramento não ocorre em 30% dos casos, com consequente desenvolvimento de shunt esquerda-direita, edema pulmonar e insuficiência cardíaca.

C. Ferreira | M. Marques | M. Santos | H. Salgado | M. Gonçalves | M. Oliveira

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A hipertensão intra-craniana (HIC) define-se como um aumento sustentado da pressão intra-craniana (PIC) acima dos 15 mmHg. Pode estar associada à presença de uma massa intra-craneana, habitualmente de localização infra-tentorial. Os autores relatam dois casos clínicos de crianças propostas para cirurgia emergente por HIC.

C. Ferreira | M. Marques | M. Santos | H. Salgado | M. Gonçalves | C. Gomes | M. Oliveira

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As alterações anatomo-fisiológicas da criança, assim como a natureza e localização da lesão, condicionam a abordagem anestésica no peri-operatório do doente neurocirúrgico pediátrico.
Este trabalho tem como objectivo, a caracterização das patologias neurocirúrgicas, tipo de cirurgia, a técnica anestésica e suas complicações realizadas em pediatria no Hospital Pediátrico de Coimbra.

Milene Ferreira | Iria Figueira | Angel Madrigal | Pedro Ribeiro

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A aspiração de corpos estranhos (CE) é comum em crianças e está associada a uma alta morbilidade e mortalidade, requerendo rapidez de diagnóstico e tratamento. Apresenta-se um caso clínico de uma criança com diagnóstico de aspiração de CE radiopaco, face à clínica e ao exame radiológico, apesar de não ter sido presenciado episódio de engasgamento.

I Figueira | G. Paiva

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A distrofia muscular miotónica é uma doença neuromuscular multissistémica, transmitida de forma autossómica dominante e caracterizada por contractura persistente do músculo estriado após estimulação. A prevalência estimada na população geral é 2,4-5,5/100000 casos, manifestando-se mais frequentemente na idade adulta.

ME Figueiredo | ML Guedes | S Fonseca

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A Síndrome de Morquio (Mucopolissacaridose IV) é uma doença rara, hereditária, autossómica recessiva, que afecta o metabolismo dos mucopolissacarídeos, levando à acumulação de sulfato de queratano no tecido conjuntivo de múltiplos órgãos. A clínica agrava-se com a idade e pode envolver atraso de crescimento, deformidades osteoarticulares graves, instabilidade atlanto-axial, doença pulmonar grave, valvulopatia, hepatosplenomegalia, alterações visuais e auditivas, entre outras.
A fusão occipitocervical profiláctica está frequentemente indicada para prevenir a mielopatia cervical, aumentando a sobrevida.

I. Fonseca | C. Rocha | C. Amaral

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A atrésia do esófago é uma malformação incompatível com a vida. Em 94% dos casos está associada a fistula traqueo-esofágica. Para além da correcção cirúrgica urgente, os cuidados peri-operatórios são igualmente importantes para o prognóstico do recém-nascido.

D. Gomes | A. Alves | F. Caldas

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Os RN com menos de 37 semanas completas (ou 259 dias) são definidos como prematuros. Estes são divididos em 3 grupos: prematuro borderline: 36-37 semanas, moderadamente prematuro: 31-36 semanas, grande prematuro: 24-31 semanas. À nascença, baixo peso quando peso é inferior a 2500gr e muito baixo quando menor a 1500gr.
A probabilidade de complicações aumenta com o grau de prematuridade assim como a morbilidade e mortalidade. A necessidade de uma intervenção cirúrgica é obviamente um risco acrescido e que pode desencadear complicações de gravidade extrema.

O. Gvindzhyliya | U. Garcia | I. Neves

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A LCHAD é uma doença congénita rara, de transmissão autossómica recessiva, que resulta da deficiência da enzima 3-hydroxyacyl-CoA dehydrogenase existente na mitocôndria, responsável pela primeira etapa da -oxidação dos ácidos gordos. Este defeito afecta o catabolismo dos ácidos gordos de cadeia longa, principal fonte de energia durante o jejum e situações de stress, conduzindo à utilização preferencial do glicogénio com consequentes crises de hipoglicemia e acumulação crónica de gorduras nos órgãos onde a -oxidação é mais intensa (fígado, músculo, coração) provocando instalação progressiva de insuficiência hepática, cardíaca e hipotonia muscular.

D Leitão | G Durães | P Ramos

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As reacções adversas em contexto anestésico são uma realidade, quer pela diversidade de fármacos utilizados, quer devido à via de administração. Apesar do elevado nível de monitorização presente nos actos anestésicos e da sensibilidade do anestesiologista para estas situações, podem ocorrer situações alérgicas que nem sempre são fáceis de identificar quer pela sua raridade ou por estarem mascaradas! A atropina e a neostigmina são fármacos usados diariamente na prática anestésica. No entanto, o seu potencial alergénico não é frequentemente reconhecido e valorizado e os efeitos laterais descritos raramente têm significado clínico. Na revisão literária, existe um número reduzido de citações de reacção anafiláctica à atropina e nenhum à neostigmina, sendo muito mais frequente a referência a outros fármacos, como os relaxantes neuromusculares, os antibióticos, os antiinflamatórios não esteróides ou as soluções colóides. Relatamos o caso de uma reacção anafiláctica durante a reversão do bloqueio neuromuscular que pela sua especificidade pode alertar para situações futuras .

M. Fallé | C. Ferreira | C. Gomes | I. Rocha | M. Oliveira

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A VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) trabalhando no âmbito pré-hospitalar, tem uma oportunidade única de melhorar o outcome de uma criança gravemente doente. A VMER intervém na “golden hour” da ressuscitação, em que medidas simples podem impedir a progressão inevitável para paragem cardio respiratória (PCR). Tem também oportunidade de avaliar circunstâncias do local, particularmente úteis no contexto de trauma (mecanismo de lesão).
Com este trabalho pretendemos fazer a revisão da assistência da VMER de Gaia à população pediátrica, confirmando a actuação de acordo com os protocolos em vigor, e comparar os resultados com a literatura.

Moutinho R. | Baptista C. | Melo A. | Mascarenhas C | Fernandes P | Lima F | Barreto C | Amaro L | Reis J

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O bloqueio de nervos periféricos tem vasta aplicabilidade na Pediatria, como complemento da anestesia geral. Mas, e se a criança recusar anestesia geral? Poderão ser os bloqueios de nervos periféricos uma opção válida e segura como técnica anestésica per se, com sedação adequada?

J Magalhães

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A atrésia do esófago embora rara, quando ocorre, exige correcção cirúrgica urgente que pode ser ou não definitiva. Fístulas traqueo-esofágicas de dimensões e localizações variáveis são frequentes. A prematuridade e/ou malformações congénitas estão em elevado número presentes. A propósito de um caso clínico, os autores fizeram uma revisão das implicações anestésicas e dos desafios que esta patologia coloca.

C. Maio | M. Canas | C. Barreiros | S. Saragoza | I. Neves | F. Lima

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A craniossinostose, caracterizada pelo encerramento prematuro das suturas cranianas, apresenta uma incidência estimada de 1:2000. A correcção cirúrgica precoce é mandatória, uma vez que a deformidade do crânio pode estar associada a um aumento da pressão intra-craniana, principalmente se está envolvida mais que uma sutura.

A. Abrunhosa | C. Rocha | I. Fonseca | C. Fonseca

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Segundo o editorial do New England Journal of Medicine de 2000, entre as 11 maiores descobertas da Medicina no último milénio, encontram-se a Anestesia e a Imunização. O mecanismo de acção desta última consiste na indução de uma resposta imunológica semelhante à da infecção natural, sem a morbi-mortalidade que lhe é associada. Dado que o número de vacinas incluídas no Plano Nacional de Vacinação é cada vez maior, e o intervalo de tempo entre as várias vacinas é reduzido, particularmente nos primeiros 18 meses, não é raro encontrar-se uma criança proposta para anestesia/cirurgia que tenha sido recentemente imunizada.

M. Marques | H. Salgado | C. Ferreira | P. Pina | M. Gonçalves | M. Oliveira

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A segurança e o erro constituem dois factores de extrema importância em Medicina e em particular na especialidade de Anestesiologia, na qual o risco peri-operatório a ela inerente é de origem multifactorial, dependendo do próprio paciente, da equipa anestésica e da equipa cirúrgica.

L. Mendes | L. Mota | I. Neves

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A escoliose é uma alteração conformacional da coluna, na maioria dos casos idiopática (80%), que atinge 1-2% da população pediátrica. Pela gravidade das repercussões, uma pequena percentagem necessita de tratamento cirúrgico, um dos procedimentos com maior morbi-mortalidade em pediatria. Os autores analisam retrospectivamente crianças submetidas a correcção da curvatura escoliótica num hospital central, durante os anos de 2005 e 2006, concluindo quanto à etiologia, características da população, abordagem anestésica/cirúrgica, implicações e complicações no intra-operatório.

A. Paulino | I. Neves | J.F. Lima

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A realização de actos anestésico-cirúrgicos na população pediátrica reveste-se de algumas particularidades para as quais é importante estarmos atentos. Para percebermos as referidas particularidades impõem-se um conhecimento claro das características específicas da população pediátrica tratada em cada instituição. O objectivo deste estudo foi definir as características específicas da população pediátrica tratada na nossa instituição.

N. Fernandes | L. Barros | C. Matias | J. Peixoto | P. Coimbra | A. Almeida | I. Pascoal

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Epidermólise Bolhosa (EB) refere-se a um grupo de doenças hereditárias caracterizadas pela formação de bolhas e vesículas na pele e mucosas após trauma trivial. Estão identificados 3 grandes tipos: EB Simplex, EB Juncional e EB Distrófica (EBD). A EBD é uma doença dermolítica causada por mutação do colagénio tipo VII e tem uma prevalência de 1/300.000 nascimentos. Subdivide-se em 4 subtipos principais: EBD dominante (Cockayne-Touraine), EBD dominante variante de Pasini, EBD localizada recessiva e EBD generalizada recessiva (variante Halloeau-Siemens). A EBD generalizada recessiva é uma doença mutilante, caracterizada por aplasia cutânea à nascença e formação de bolhas generalizadas durante a infância, com cicatrização alterada levando a pseudosindactilia, deformação de mãos e pés, constrição oral ou microstomia. Atinge faneras, com displasia dentária, mucosas com bolhas e erosões recorrentes levando a estenose esofágica, uretral e anal, fimose e cicatrização da superfície ocular. São comuns má nutrição, atraso de crescimento, anemia crónica, alterações electrolíticas, hipoalbuminemia reflectindo infecção crónica, debilitação e disfunção renal. Patologias associadas: porfiria, amiloidose, mieloma múltiplo, diabetes mellitus, estados hipercoaguláveis e prolapso válvula mitral.

M. Pereira | A. Ferreira | F. Caldas

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A deficiência de factor VII (FVII) é uma doença hereditária rara, que se traduz por uma tendência para a hemorragia. Apresentamos o caso clínico de um doente com o diagnóstico de deficiência de FVII, submetido a cirurgia de urgência e medicado previamente com FVII Recombinante (rFVIIa).

Louzada R | Ricardo A. | Cordeiro L. | Monteiro F. | Silva Duarte J.

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A Epidermólise Bolhosa (EB) é uma doença genética rara, com incidência de 1: 300.000, caracterizada por uma susceptibilidade excessiva da pele e mucosas para se separarem dos tecidos subjacentes após traumatismo mecânico mínimo, com formação de bolhas e subsequente cicatrização (Fig 1, 2 e 3).

C. Rocha | I. Fonseca | S. Fonseca | M. Fernandes

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O Síndrome de Soto (gigantismo cerebral) é uma doença genética rara, de transmissão autossómica dominante, caracterizada pela combinação de crescimento físico excessivo durante os primeiros cinco anos de vida, atraso psicomotor não-progressivo e alterações craniofaciais, tais como, macrocefalia, dolicocefalia, face estreita e longa, fronte proeminente, hipertelorismo, implantação baixa das pálpebras, hipotonia arcada palatina acentuada, peças dentárias excessivas (erupção precoce aos 3 anos de idade) e prognatismo. Cifoescoliose, convulsões, anomalias cardíacas e renais, hipoacusia e problemas de visão podem ser observados. Não está provada a associação com neoplasias. Apresenta-se um caso clínico de uma criança com síndrome de Soto submetida a cirurgia sob anestesia geral.

Louzada R. | Ricardo A. | Monteiro F. | Silva Duarte J.

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São muitos os procedimentos diagnósticos, terapêuticos e cirúrgicos que podem induzir dor nos recém-nascidos, sendo já uma realidade demonstrada que o ser humano é capaz de sentir a dor e reagir a estímulos desde a etapa fetal e que estas experiências ficam gravadas na memoria condicionando o comportamento futuro e a maneira de reagir ante novos estímulos. É por isso fundamental intervir para conseguir uma analgesia adequada.

R. Palacio | S. Pinho | P. Ribeiro
VOL 15- nº6
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A distrofia miotónica ou doença de Steinert é uma doença autossómica dominante, com uma incidência aproximada de 2-14 / 100 000 habitantes. Caracteriza-se por um atingimento multissistémico, nomeadamente pulmonar, cardiovascular e muscular com contractura muscular esquelética após estimulação, atrofia muscular e susceptibilidade aumentada para o desenvolvimento de hipertermia maligna.

HD. Andrade | L. Barros | M. Pires

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O angioedema hereditário (AEH) é uma doença rara mas potencialmente fatal, para a qual até recentemente não existia consenso quanto à abordagem diagnóstica e terapêutica, encontrando-se relatados poucos casos na literatura anestésica internacional. O concentrado de C1-inibidor (CC1-inib), um derivado do plasma humano, está actualmente indicado na profilaxia de crises em doentes submetidos a procedimentos estomatológicos, endoscópicos e cirúrgicos programados.

Cristina Pacheco | Nuno Fernandes

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A realização de intervenções endoscópicas respiratórias têm vindo a aumentar não só em adultos mas também em crianças. Apresentamos a experiência do Serviço, na anestesia para endoscopia respiratória no grupo etário pediátrico.

M M Marques | F Lima

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A hérnia diafragmática é uma alteração anatómica que consiste num encerramento deficiente da pleura e peritoneu, provocando uma herniação de órgãos abdominais para o tórax e uma hipoplasia e disfunção pulmonares.

E. Segura | A. Rincón | A. Madrigal

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Garantir uma analgesia pós-operatória eficaz é um dos objectivos da prestação de cuidados de saúde, requerendo a criação e aplicação de protocolos analgésicos e um envolvimento multidisciplinar. A dor aguda mal controlada tem consequências fisiológicas e psicológicas complexas. A admnistração de morfina intravenosa por meio de PCA (patient controlled analgesia) é um método válido no controlo da dor aguda pós-operatória na população pediátrica, nomeadamente após procedimentos cirúrgicos extremamente dolorosos como é o caso da cirurgia de correcção da escoliose idiopática juvenil. Os autores pretendem avaliar a eficácia do protocolo analgésico da instituição, que consiste em analgesia balanceada com paracetamol, AINE e morfina intravenosa por PCA.

C. Poiarez | F. Barros | L. Marcelo | G. Dores

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A deficiência em Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD) é uma enzimopatia relativamente comum. No entanto as publicações desta patologia na área da Anestesiologia são escassas. A deficiência de G6PD é responsável por um síndrome hemolítico agudo e intenso, geralmente desencadeado pela administração de determinados fármacos (quadro 1) ou pela ingestão de certos alimentos (favas, ervilhas). Situações de stress, processos infecciosos e distúrbios metabólicos também podem desencadear crises hemolíticas nestes pacientes, embora o mecanismo de acção ainda não seja bem conhecido.

M. Azenha | M.Rosa | L. Ferreira | A. Martins

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Através da apresentação gostaríamos de salientar aspectos relacionados com as transfusões sanguíneas no período perioperatório segundo as novas guidelines da American Society of Anesthesiology.

P. Azevedo | A. Gonçalves

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Embora com uma frequência inferior na população pediátrica em relação à adulta, a Diabetes Mellitus (DM) parece apresentar uma prevalência crescente.
Estas crianças poderão necessitar de uma cirurgia, no contexto programado ou urgente. A flutuação marcada na glicemia, associada ao stress da doença ou cirurgia, e ao cuidado regime terapêutico a que estão submetidas são um desafio importante para o Anestesiologista Pediátrico. Pretendemos clarificar a abordagem anestésica, através da apresentação dos cuidados necessários a um perioperatório seguro neste grupo de doentes pediátricos.

C Baptista | R Moutinho | A Ferreira | MJ Nunes | F Caldas

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A microlissencefalia é uma malformação rara, consequente a uma deficiente migração neuronal durante o período embrionário. Caracteriza-se por lissencefalia e microcefalia grave com hipoplasia cerebral e cerebelosa. Anestesia geral ou sedação nestes casos, podem desencadear alterações neuromusculares comprometendo a função motora, em particular a dinâmica ventilatória, que predispõem ao aparecimento de complicações pulmonares.

L. Barros | S. Fontes | S. H. Gomes

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O consumo de produtos naturais tem aumentado consideravelmente nas últimas décadas, muitas vezes em associação com a medicação habitual.
Estes produtos são feitos à base de plantas e podem ser classificados como produtos de consumo, suplementos alimentares ou medicamentos. A população assume este consumo como algo “natural”, mas há dados que demonstram que estes produtos são biologicamente activos e causam importantes efeitos adversos quando tomados pré-operatoriamente ou em conjunto com os fármacos anestésicos. Este estudo foi elaborado no nosso hospital com o objectivo de quantificar o consumo de produtos naturais durante o período pré-operatório.

L. Barros | C. Matias | P. Coimbra | N. Fernandes | F. Rocha | C. Órfão | C. Miranda

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As craniossinostoses têm uma prevalência de 1 em 2000 nascimentos. Esta patologia caracteriza-se por deformações primárias da abóbada craniana que requerem intervenção cirúrgica nos primeiros meses de vida. Estas deformações consistem na fusão prematura de uma ou mais suturas cranianas. Clinicamente, manifestam-se por deformações cranio-faciais, alterações neurológicas e atrasos de desenvolvimento. Estas situações ocorrem por vezes associadas a síndromes genéticos polimalformativos. A correcção cirúrgica implica a reconstrução total da abóbada craniana, com elevado risco intra-operatório de perdas hemáticas, súbitas e volumosas.
Objectivos: Avaliar a conduta anestésica perioperatória, a propósito de uma análise descritiva de casos clínicos de doentes com craniossinostose, e propor uma abordagem multidisciplinar estruturada e uniformizada

S. Carvalho | S. Torrinha | F. Palma Mira | M. Chedas | C. Marques

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A anafilaxia é uma reacção severa e ameaçadora da vida. Esta trata-se de uma reacção de hipersensibilidade imediata (tipo I), precipitada pela libertação de inúmeras substâncias mediada pela IgE, produzindo respostas em órgãos alvo como a pele (urticária), aparelho respiratório (broncospasmo e edema da via aérea superior) e sistema cardiovascular (vasodilatação, alterações do inotropismo e aumento da permeabilidade capilar).
Os doentes com história de reacção suspeita anterior têm um risco 5 a 10 vezes superior de sofrer uma reacção anafiláctica, sendo a alergia ao látex responsável por 70% das reacções anafilácticas em crianças.

Ana Chaves | Ana Luísa Gonçalves | Sandra Carvalho

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A distrofia muscular de Duchenne é o tipo de distrofia muscular progressiva mais comum e severa da infância (3 em cada 10000 nascimentos). Trata-se de uma doença produzida por um gene recessivo ligado ao X, que se torna aparente entre os 2 e 5 anos de vida em crianças do sexo masculino, traduzindo-se por sintomas associados à fraqueza dos músculos d cintura pélvica, que geralmente culmina com a necessidade de cadeira de rodas entre os 8 e os 11 anos de idade. A associação com cifoescoliose é comum, relacionando-se com a acção não oposta de antagonistas dos músculos distróficos. A necrose muscular reflecte-se com aumento dos níveis de creatinina. A associação com disfunção cardiorespiratória é frequente, sendo a doença geralmente fatal entre os 15 e os 25 anos de vida por insuficiência cardíaca ou infecção respiratória.

Ana Chaves | Rita Ambrósio | Teresa Cenicante | Sandra Carvalho

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A sequência de Robin (SR) é descrita na literatura como uma tríade de anomalias caracterizada por micrognatia, glossoptose e fenda palatina. A SR pode apresentar-se de forma isolada ou estar associada a mais de 300 síndromes diferentes, havendo sido identificadas várias formas familiares, apesar de desconhecer-se o gene responsável. Clinicamente, a tríade expressa-se por obstrução das vias aéreas e dificuldades na deglutição e, inclusive, casos de paragem respiratória. Estes pacientes são, desde cedo, propostos para correcção da fenda palatina e, mais tarde, para cirurgia de distracção mandibular. O conceito de via aérea difícil na criança é assumido no paciente com SR, devido às anomalias craniofaciais. A abordagem da via aérea nestes pacientes continua a representar um desafio para os anestesistas pediátricos.

D. Chaló | M. Fallé | S. Vargas

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O síndrome de Proteus (SP) é uma doença congénita polimórfica rara e complexa. O seu diagnóstico é clínico e assenta na presença de critérios clínicos específicos1: desenvolvimento atípico dos tecidos moles e ósseo que podem envolver qualquer área anatómica, atingindo mais frequentemente o crânio, mãos e/ou pés. Do envolvimento visceral podem resultar disfunções orgânicas em vários aparelhos e sistemas, nomeadamente cardiovascular2 (malformações vasculares, tromboembolismo pulmonar e hipertensão pulmonar) e pulmonar (doença pulmonar quística). O SP constitui um desafio para o anestesista, quer pela abordagem da via aérea como pelas repercussões sistémicas, podendo condicionar importantes complicações peri e pós-operatórias.

D. Chaló | M. Fallé | S. Vargas

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Portugal é o 2º País Europeu com maior prevalência de excesso de peso e obesidade em crianças (31,5%). Não obstante a maior frequência de complicações inerentes à obesidade no adulto, na criança obesa a incidência de complicações não é conhecida.
A combinação entre obesidade mórbida na criança e cirurgia da via aérea superior pode tornar-se um desafio para o Anestesiologista.

P. Chaves | H. Lacerda

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As citopatias mitocondriais são um grupo de doenças congénitas raras que se caracterizam por disfunção multiorgânica progressiva, devido à impossibilidade de produção e utilização do ATP. A citopatia mitocondrial do complexo I da cadeia respiratória afecta a fosforilação oxidativa, impedindo a oxidação dos nutrientes e a formação de ATP. Podendo os doentes com esta alteração apresentar hipotonia, hipoglicemia, cardiopatia, acidose metabólica.

Mourão J | Cardoso GA | Leitão D | Cardoso H | Araújo R

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A dor é uma experiência desagradável, sensorial e emocional, associada a lesão tecidular actual ou potencial (IASP, 1979). Estudos iniciais do desenvolvimento fetal difundiram a crença de que o feto e o recém-nascido não sentiam dor ou não a percebiam como os adultos (McGraw 1943, Levy, 1960). Por esta razão, pouca ou nenhuma importância foi dada à prevenção e tratamento da dor em neonatos até o final da década de 80.

S. Pinho | R. Palacio | P. Ribeiro

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O sevoflurano por ser praticamente inodoro e pela sua acção broncodilatadora é considerado um excelente halogenado para a indução da anestesia tanto em crianças como em adultos.
Os autores descrevem um caso de broncospasmo severo numa criança após inalação de sevoflurano.

F. Duarte | N. Dias

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A sindactilia é uma malformação congénita caracterizada pela junção dos dedos das mãos ou dos pés entre si.

F. Duarte | N. Dias

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A propósito de um caso clínico, os autores descrevem as principais implicações anestésicas na criança com Epidermólise bulhosa.

S. Amim | S. Franco

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O Síndrome MoyaMoya é uma vasculopatia rara, com uma incidência anual de 0.3% na Europa, mais prevalente na Ásia e com alguns casos já identificados em Portugal. A sua etiologia está ainda mal definida, podendo ter associadas outras patologias como: Trissomia 21, anemia de Fanconi, cardiopatias congénitas, hemoglobinopatias, hipotiroidismo, entre outras. O diagnóstico é efectuado por angiografia que demonstra uma arteriopatia intracraniana, com obliteração das principais artérias do polígono de Willis e substituição por um emaranhado de pequenos vasos colaterais, que conferem o aspecto angiográfico de “nuvem de fumo”. Nas crianças a apresentação mais frequente são os acidentes vasculares isquémicos transitórios ou acidentes vasculares cerebrais, cujo diagnóstico pode ser dificultado devido à deficiente capacidade verbal nestas idades. A anestesia destes doentes representa um desafio, uma vez que todos os factores que diminuam a perfusão cerebral podem facilmente desencadear eventos isquémicos. Os anestesiologistas devem estar alertados para a existência desta doença de forma a instituírem as medidas adequadas no peri-operatório, na tentativa de melhorar o prognóstico destes doentes.

Favaios Susana | Caldas Filomena | Nunes Maria José
VOL 15- nº5
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Apesar do número crescente de publicações abordando os efeitos da anestesia loco-regional no período peri-operatório, este tópico complexo encerra em si múltiplas questões ainda por resolver. O debate entre anestesia regional e anestesia geral é antigo e as respostas são escassas. Múltiplos factores influenciam os outcomes peri-operatórios, incluindo as características individuais dos doentes, a técnica cirúrgia e anestésica e os cuidados médicos e de enfermagem prestados. Neste artigo os autores procedem à revisão da evidência científica disponível, relativa às vantagens e desvantagens da anestesia geral combinada.

Hugo Vilela | Lucindo Ormonde

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A trombose dos seios venosos cerebrais (TSVC) é uma entidade rara e constitui um desafio para os profissionais de saúde.

Apresenta-se um caso clínico de uma doente com quadro de TSVC após hematoma cervical compressivo pós punção de veia jugular interna e complementa-se com uma revisão da etiologia, diagnóstico e manuseamento desta complicação de cateterização venosa central.

Ana Leão | Gonçalo Durães | Elza Moreira | Sara Fonseca | Céu Amorim | Celeste Dias

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Neste relato clínico descrevemos a utilização de técnica combinada (anestesia geral inalatória e bloqueio peribulbar) em prematuro com 40 semanas de idade pós-concepcional, proposto para crioablação retiniana para tratamento de retinopatia da prematuridade. Sabendo que as vias da nocicepção estão bem desenvolvidas em prematuros e que estes apresentam uma sensibilidade aumentada ao efeito depressor respiratório dos opióides, consideramos que o bloqueio peribulbar com ropivacaína constitui uma técnica analgésica eficaz no período intraoperatório e nas primeiras 24 horas pós-operatórias.

Regina Aguiar | Carla Oliveira | Cristina Poiarez

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Os anestesiologistas, tal como os outros médicos, têm a obrigação moral de compartilhar com os colegas os resultados das suas observações clínicas ou das suas investigações. Esta comunicação pode assumir formas diversas, como o artigo em extenso original, a revisão, a carta ao editor, a comunicação livre sob a forma oral ou em poster, os resumos, os capítulos de livros, a dissertação de mestrado ou doutoramento, o relatório de investigação. Cada uma delas tem características próprias, mas há regras comuns a toda a comunicação científica. As considerações tecidas não pretendem esgotar a boa prática, mas apenas indicar alguns conceitos elementares sugeridos pela observação e pela experiência, com consequências práticas, no momento dos potenciais autores conceberem e elaborarem a sua comunicação.

Jorge Tavares | Cristina Granja
VOL 15- nº4
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A Dermatomiosite é uma doença multissistémica, de etiologia desconhecida, caracterizada por alterações dérmicas e miopatia inflamatória necrosante do músculo estriado, afectando primariamente os músculos proximais dos membros, da faringe e do pescoço. As repercussões são variáveis e incluem alterações da deglutição, da protecção da via aérea e da ventilação.

É uma doença rara com uma prevalência de 10/1000000 e afecta duas vezes mais as mulheres do que os homens.

Descrevem-se 2 casos clínicos de grávidas com dermatomiosite, em trabalho de parto, a quem foi feita analgesia de parto com abordagem diferente (bloqueio epidural e bloqueio combinado do neuroeixo), ambas com partos eutócicos sem complicações

Moreira E. | Faria A. | Leão A. | Guerra M. | Tavares J.

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O placebo, o estado de espírito do doente, as suas atitudes e crenças face ao sofrimento e o estilo da relação entre médico e doente são alguns dos potenciais factores que interferem na relação entre a intensidade da agressão e a do sofrimento. O efeito placebo deve-se a mecanismos psicológicos (a intensidade do sofrimento é igual, a sua leitura pelo doente é que é diferente) ou neurobiológicas (redução real do sofrimento por activação de mecanismos endógenos). A naloxona reverte o efeito analgésico do placebo e estudos experimentais e clínicos apontam para a intervenção do sistema opióide endógeno nesse efeito. A imagiologia funcional cerebral humana (tomografia de emissão de positrões e ressonância magnética funcional) tem confirmado estes resultados. O uso clínico do placebo como medicamento activo é defendido por alguns médicos, mas a análise sistemática dos resultados publicados não valida a justificação médica do seu uso clínico intencional como analgésico. O uso clínico intencional do placebo como analgésico não é considerado ético. O placebo só tem justificação ética como parte de estudos de eficácia terapêutica.

Jorge Tavares

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As Unidades de Cuidados Pós Anestésicas foram criadas inicialmente para permitir detectar e tratar precocemente as possíveis complicações relacionadas com o acto anestésico ou cirúrgico. A visão estática e tradicional das Unidades de Cuidados Pós Anestésicos criadas com o objectivo único de tratar complicações anestésicas ou cirúrgicas foi ultrapassada surgindo a necessidade de encarar estas unidades como elos de ligação dinâmicos entre a cirurgia e a alta hospitalar, e sendo assim, é tempo de definir novos conceitos.

Várias perguntas são equacionadas no sentido de uniformizar e melhorar a qualidade dos cuidados pós anestésicos nomeadamente:
– Que espaço físico?
– Nº de camas e ratio em enfermagem?
– Presença física de anestesiologista?
– Tipo de doentes a admitir?
– Tempo de permanência?
– Tipo de monitorização?
– Qualidade de cuidados anestésicos sala operatória/ UCPA ?
– Critérios de alta?

Neusa Lages | Cristiana Fonseca | Fernando Abelha

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A Anestesia de Baixos Fluxos (ABF) é uma técnica segura e com múltiplas vantagens. Neste trabalho, foram calculados e comparados os custos dos anestésicos voláteis em ABF e Anestesia de Altos Fluxos (AAF), demonstrando-se a redução de custos quando são utilizados baixos fluxos. São também feitas algumas considerações acerca da técnica de ABF para que possa ser utilizada com segurança.

Patricia Coimbra | Lísia Barros | Roberto Matos | Cristovão Matias | Araceli Vazquez | Carmo Órfão | Albertino Marques
VOL 15- nº3
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Se nos dermos ao trabalho de procurar, chegaremos à conclusão que não existe uma verdadeira definição para “Equipa Médica”.

José Manuel Caseiro

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Desde há muitos anos que os aspectos referentes à responsabilidade médica no quadro do exercício da Anestesiologia têm criado em nós uma certa curiosidade e interesse, tendo em consideração o desenvolvimento de novas relações entre médicos e doentes.

Confesso que acedi com entusiasmo ao convite do Dr. Lucindo Ormonde para participar na Reunião de Évora 2006, da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia e tratar aí o tema em referência. Os quadros actuais do conceito de cidadania, por um lado, e a necessidade de alargamento do conhecimento, por outro, obrigam a que os médicos – neste caso os Anestesiologistas – se tenham de dispor a obter conhecimentos em áreas mais vastas que a da própria especialidade, sem que isso queira significar que por si só se tornem peritos, por exemplo, em direito ou em gestão. O que está em causa é a compreensão pelos Anestesiologistas dos mecanismos de controlo ético-jurídico que estão na base do próprio conceito de cidadania nas sociedades modernas. Os doentes, ao questionarem ou ao pretenderem censurar um médico por uma responsabilidade no exercício profissional, estão no fundo a exercer um direito de cidadania, e o médico ao auferir de um sistema judiciário que pode investigar e julgar, também ele beneficia dos valores da cidadania.

Contudo, para a concretização de um texto que fosse simultaneamente rigoroso e acessível, haveria que encontrar um equilíbrio entre a linguagem jurídica e a médica e entre os conceitos do direito comum e os valores defendidos no exercício profissional, milenarmente aplicados.

Foi aqui que tivemos o apoio de juristas que durante dias debateram connosco conceitos, particularidades e excepcionalidades, numa perspectiva médico-jurídica das várias, múltiplas e complexas situações decorrentes do exercício da especialidade.

O texto, a publicar, é assim uma opinião ou interpretação – e tão só isso – ancorada no conhecimento de conceitos básicos da responsabilidade civil e penal e da reparação do dano. De realçar 3 aspectos relevantes: a anestesia como acto destacável, o consentimento informado como exigência ético-jurídica e as soluções para reparação do dano, tais como o seguro profissional e o recurso a tribunais arbitrais.

Tentámos ser precisos e concisos para que o resultado fosse um texto “enxuto” de fácil leitura e com aplicação prática. É apenas uma opinião entre muitas que são formuladas e como é óbvio, uma opinião não é Lei, nem o Médico é Jurista, sendo que a profundidade processual e judicial ultrapassa em muito o nosso conhecimento e a nossa competência.

J. Martins Nunes, Dr.
VOL 15- nº2
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Os autores apresentam o caso de uma doente com esclerose lateral amiotrófica em fase terminal, com tetraparesia flácida e atingimento bulbar manifestado por fraqueza dos músculos da região cervical e faríngeos; esta situação clínica limita a doente à posição sentada com apoios laterais e posteriores. A doente foi proposta para laparotomia exploradora de urgência por ruptura de gravidez ectópica. A anestesia geral sem administração de relaxantes musculares foi a técnica anestésica escolhida. A cirurgia decorreu sem intercorrências e a doente foi extubada no final da cirurgia; o pós-operatório decorreu sem complicações, sem necessidade de qualquer suporte ventilatório.

Susana Sá | Fátima Abreu | Jorge Tavares

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A recent article and accompanying editorials in the New England journal of Medicine have questioned the safety of using aprotinin in patients having heart surgery. This review will focus on this article in relation to previously published data and experience.

Dave Royston

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O entusiasmo visível que a Anestesia Loco Regional (AR) suscita nos Anestesistas mais jovens e nos Internos é uma realidade na prática anestésica contemporânea em Portugal.

Edgar Ribeiro Lopes

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A malformação de Arnold-Chiari (MAC) é caracterizada pela descida de estruturas mesencefálicas através do buraco magno, alterações esqueléticas e disfunção neurológica. Na maioria dos doentes ocorre alteração do fluxo de líquido céfalo-raquidiano, com dissociação da pressão crânio-espinhal. Estão descritas 4 classes: Na tipo I ocorre alongamento e deslocação descendente, = 5 mm, das amígdalas cerebelosas1.

Em 65 a 80% destes doentes ocorre secundariamente siringomielia (SRG) ou degeneração quística da medula espinhal2, preferencialmente a nível cervical baixo e torácico superior, associada a perda assimétrica das sensações dolorosa e térmica.

Pode-se estender superiormente, com desenvolvimento de siringobulbia.

As alterações fisiológicas da gravidez e do parto acarretam um risco adicional de herniação do tronco e de compressão da medula espinhal3

Apresenta-se o caso clínico de uma grávida de 26 anos, I Gesta 0 Para, com MAC I, corrigida cirurgicamente, e SRG, proposta para cesariana electiva sob anestesia geral.

Não se conhecem recomendações para o manuseamento anestésico destes doentes. A anestesia geral obriga a cuidados especiais. Muitos destes doentes apresentam escoliose torácica, doença do neurónio motor, fraqueza muscular, hipercaliémia e siringobulbia com diminuição ou ausência dos reflexos de protecção da via aérea.

Não está documentada contra-indicação para o bloqueio subaracnoideu (BSA) principalmente nos doentes submetidos a correcção cirúrgica da malformação. No entanto podem desnvolver-se alterações da pressão do liquor (LCR) de forma imprevisível, que são agravadas com a punção de dura mater4

Com o bloqueio epidural de início gradual, para evitar as alterações hemodinâmicas do bloqueio simpático e a expansão rápida do espaço epidural, evitam-se os riscos relacionados com a via aérea, a função respiratória é menos comprometida e a relação de pressão cranio-espinhal (PCE) é melhor preservada. Contudo existe o risco do punção acidental da dura mater, com todas as implicações associadas ao BSA.

Fonseca S. | Leão A. | Bessa T. | Fuentes E. | Tavares J.

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Numa reunião de trabalho, um administrador do Hospital disparou-me a pergunta:

– “No seu entendimento, quem é o cliente do Serviço de Anestesiologia? “.

Jorge Tavares
VOL 15- nº1

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VOL 14- nº4
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A atenção que a comunicação social presta, hoje em dia, à doença em particular ou aos serviços clínicos em geral, leva a que se hipervalorizem, muitas vezes sem critério, positiva ou negativamente, todas as ocorrências que possam constituir notícia, sejam as infecções que matam, as cirurgias que geram listas de espera, as terapêuticas que traduzem avanço cientifico ou os acidentes clínicos que causam dano aos doentes.
José Manuel Caseiro

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Dando o devido ênfase à satisfação do doente e dos pais como medida da qualidade dos cuidados de saúde prestados, pretendemos avaliar se a informação e presença destes durante a indução e recobro anestésicos, tiveram uma repercussão positiva na diminuição da ansiedade e grau de satisfação em anestesia pediátrica.

Foi elaborado um questionário e enviado aos pais de 332 crianças anestesiadas no bloco operatório de Pediatria Cirúrgica, no Hospital de S. João, em regime de ambulatório (n=102) ou internamento (n=66). Os pais foram questionados relativamente à informação recebida, presença ou não durante a indução e recobro anestésicos, influência no grau de ansiedade dos próprios e/ou dos filhos, comportamento das crianças no recobro e grau de satisfação. A análise estatística através do SPSS, com o qui-quadrado e teste exacto de Fisher ou T de Student para amostras independentes ou não-paramétrico de Mann-Whitney. Foi considerado estatisticamente significativo um valor de P<0,05.

Obtivemos 190 respostas (57%) sendo excluídos 22 por preenchimento incompleto. Os inquéritos foram preenchidos maioritariamente pelas mães (83,3%). Quanto ao sexo, idade, estado físico (ASA) e tipo de anestesia não houve diferenças significativas em ambos os grupos. O procedimento anestésico/cirúrgico foi explicado antes da indução a 61,3% dos pais de ambos os grupos (teste de Fisher: P=0,873). A qualidade de informação foi considerada suficiente em 57,1%. Estiveram presentes durante a indução 68,5%; houve uma redução significativa da sua ansiedade em 61,9% (P=0,001). 63,1% acha que o facto de estar presente reduziu francamente a ansiedade das crianças (P=0,001). Foi avaliado o grau de satisfação (sim/não) inquirindo se repetiriam a experiência anterior. 95,2% referem que sim. Não há diferenças significativas entre os grupos de ambulatório ou de internamento (Fisher: P=0,483).

Conclusão: Os pais pensam que a informação e presença na indução e recobro reduzem a ansiedade, dando segurança e conforto à criança, o que reflecte melhoria dos cuidados prestados.

Fernanda Barros | Neusa Lages | Milagros Lopez | Sónia Pereira

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Os autores procedem à revisão da capnografia enquanto técnica complementar de monitorização, durante estados de sedação moderada e profunda. Propõem ainda duas técnicas para monitorização do CO2 expirado, descritas na literatura e utilizadas na sua prática clínica diária.

Marta Pereira | Hugo Vilela | Luís Pina

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Apresenta-se a actividade da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (V.M.E.R.) do Hospital de S. João no período de 8 anos (Junho 1997 a Junho de 2005). Esta viatura teve 14.241 activações pelo CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes), o que corresponde a uma média total de 4,87 saídas por dia. No período analisado foram revistas 14.260 fichas de registo médico. Analisa-se o número médio de saídas por mês ao longo dos anos, a operacionalidade da viatura, os recursos humanos operacionais e a sua formação profissional hospitalar, o tipo de emergência (médica ou trauma), as paragens cardio-respiratórias assistidas e a sua reversibilidade e o transporte das vítimas ao hospital. Tão importante quanto os números que apresentamos, seria saber a evolução clínica das vítimas por nós assistidas, nomeadamente aquelas com trauma grave e as PCR’s revertidas e transportadas ao hospital. É importante que a informatização dos registos seja uma realidade futura, assim como seria desejável o cruzamento de dados quer com a central CODU, quer com os registos hospitalares.

Fátima Abreu | Paula Egipto | André Soares

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Objectivo: Comparar as fracturas acetabulares e as roturas pélvicas, que deram entrada no serviço de urgência relativamente ao tipo de tratamento ortopédico, abordagem multidisciplinar, hemoterapia, complicações, sequelas, o tempo de espera até cirurgia, o tempo de cirurgia e de internamento.

Método: Foi realizado um estudo retrospectivo dos doentes com fracturas acetabulares e roturas pélvicas que deram entrada na urgência dos HUC, durante 2 anos. Estes doentes (n=52), foram divididos em 2 grupos: grupo A (# Acetabulares) n=22 e grupo P (roturas Pélvicas) n=30.
Foram analisadas as características da população (idade, sexo, ASA e patologia associada) de cada grupo. Os dois grupos foram comparados relativamente ás lesões associadas e ao tipo de tratamento ortopédico (cirúrgico/conservador) que foram submetidas, com base neste último parâmetro os grupos A e P foram subdivididos em A1, A2 e P1, P2 respectivamente e avaliados relativamente as restantes variáveis. Os resultados obtidos foram tratados estatisticamente através da ANOVA de Kruskall-Wallis e o teste de Mann Witney foi aplicado para comparar cada variável entre dois grupos. Foram aceites como estatisticamente significativos valores de p <0,05.

Resultados: Não se verificaram diferenças significativas entre os diferentes grupos, no entanto na nossa amostra, o grupo P apresenta um maior nº de lesões associadas, potencialmente fatais, maior número de especialidades médico-cirúrgicas na abordagem multidisciplinar, tempo de internamento mais prolongado e maiores necessidades de hemoderivados. O tempo de cirurgia e de espera até à cirurgia foi maior no grupo A1. A tromboembolia pulmonar ocorreu em maior número no grupo A.

Discussão e conclusões: É um estudo retrospectivo em que os dados e resultados clínicos são difíceis de obter por abreviação ou omissão. É necessário um maior número de doentes para obter resultados mais significativos. Pode-se concluir que na nossa amostra, fixação externa é muito importante na estabilização hemodinâmica dos doentes com roturas pélvicas. A abordagem multidisciplinar destes doentes é muito importante para diminuir a morbilidade. A terapêutica profilática para as tromboembolias deverá iniciar-se 36h após o traumatismo ou então deve iniciar-se a partir do momento em que a hemorragia está controlada e o doente estável hemodinamicamente.

Mourato C. | Abrantes S. | Anastácio M. | Trincão P. | Nunes J. M.
VOL 14- nº3
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Em Janeiro de 2000 o New England Journal of Medicine (NEJM) em editorial, fazia uma apreciação, necessariamente subjectiva, dos marcos essenciais que tinham marcado a evolução da medicina no 2º milénio. Entre as onze referências identificados figurava a Anestesia, a par de outras tão relevantes como a compreensão da anatomia e fisiologia humana, a Microbiologia, a Genética, a Imunologia, a Imagiologia e a Bioestatística, entre outras (1).

A Anestesiologia é uma especialidade recente. Evoluiu de uma fase inicial, em que o “ajudante de cirurgião” “adormecia” temporariamente os doentes enquanto outros procediam a intervenções que, até então eram impossíveis ou praticados em condições desumanas, para um modelo de progressiva sofisticação, num ambiente de maior segurança, permitindo intervenções mais agressivas em doentes com patologia associada mais grave.

Esta evolução foi possível mercê de três circunstâncias fundamentais:

Disponibilidade de novos fármacos que permitem estratégias anestésicas optimizadas em função do doente e da intervenção. Simultaneamente estão disponíveis equipamentos, nomeadamente ventiladores e monitores, que permitiram melhorias até à pouco impensáveis em termos de rigor, conforto e sobretudo, segurança.

Formação de especialistas que aliando conhecimentos de Medicina Interna a um bom domínio de fisiologia e farmacologia, asseguram um equilíbrio optimizado no perioperatório. Muitas destas competências têm um âmbito de utilização potencial que ultrapassa largamente o ambiente do bloco operatório.

Possibilidade de optimização dos doentes no pré-operatório e sobretudo, disponibilidade para prolongar o nível e qualidade de suporte per-operatório, através de internamento em unidades de cuidados intensivos.

O aumento de agressividade e sofisticação das intervenções cirúrgicas, decorre muito mais destas circunstâncias e da acessibilidade a metodologias diagnósticas progressivamente menos invasivas mas com maior sensibilidade e especificidade, do que a progressos significativos nas técnicas cirúrgicas. Mesmo aí a evolução deve-se no essencial a novos contributos tecnológicos.

Rui Araújo

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As alterações fisiológicas na hemostase durante a gravidez geram um estado de hipercoagulabilidade que condiciona um maior risco de fenómenos tromboembólicos. A presença de uma trombofilia, hereditária ou adquirida, aumenta este risco e traduz-se num aumento da morbilidade e mortalidade.

O caso clínico descrito refere-se a uma grávida com história de trombose venosa que apresenta um quadro de tromboembolismo pulmonar e isquemia aguda dos membros inferiores, complicado por coagulação intravascular disseminada e morte fetal tardia. O estudo pró-trombótico revelou uma hemofilia hereditária: deficiência de proteína C.

A Proteína C é um inibidor major da coagulação. Os indivíduos com deficiência de Proteína C têm um risco de trombose venosa superior ao da população em geral e este risco aumenta durante a gravidez e puerpério.

Carla Basílio | Fátima Abreu | Jorge Tavares

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A analgesia de parto e a anestesia para cesariana sofreram uma profunda evolução no Hospital S. João, a partir do momento em que foi definido o objectivo do parto com analgesia a todas as parturientes que queiram e possam. Por consulta dos registos manuais do Hospital e do Serviço, a análise desta evolução no período 1997-2004, a consequente reflexão sobre o estado actual e a definição de orientações futuras na qualidade do serviço prestado, foram os objectivos do estudo. A média anual de partos foi de 3121, 33% dos quais como cesarianas. Em 1997, foi realizada anestesia geral em 85% das 1242 cesarianas; em 2004, este número baixou para 15% das 794 cesarianas, sendo os restantes 85% distribuídos por vários tipos de bloqueios do neuroeixo, isolados ou associados entre si. Em 2004, a analgesia por bloqueio do neuroeixo, predominantemente epidural, incluiu 79% dos 1983 partos vaginais. Em 9% das analgesias surgiram complicações, as mais frequentes das quais significaram falhas da analgesia epidural (2,7%) e parestesias na colocação do cateter (1,9%). As causas de não realização de analgesia superáveis pela intervenção ou colaboração do Serviço de Anestesiologia foram: equipa anestésica ocupada (2% dos partos vaginais sem analgesia), chegada tardia ao Hospital/ transferência tardia para a sala de partos (33%) e técnica não oferecida (28%). Em conclusão, a qualidade do serviço de analgesia de parto e de anestesia para cesariana melhorou progressivamente no período em estudo; os 79 % de partos vaginais com analgesia por bloqueio do neuroeixo podem ainda ser melhorados pela redução de algumas causas de não analgesia, nomeadamente as referidas, por intervenção planificada nas suas causas nos domínios da formação dos agentes, da informação da grávida e da melhoria dos registos.

Fátima Abreu | Catarina Sampaio | Joana Oliveira | Jorge Tavares

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Dando o devido ênfase à satisfação do doente e dos pais como medida da qualidade dos cuidados de saúde prestados, pretendemos avaliar se a informação e presença destes durante a indução e recobro anestésicos, tiveram uma repercussão positiva na diminuição da ansiedade e grau de satisfação em anestesia pediátrica.

Foi elaborado um questionário e enviado aos pais de 332 crianças anestesiadas no bloco operatório de Pediatria Cirúrgica, no Hospital de S. João, em regime de ambulatório (n=102) ou internamento (n=66). Os pais foram questionados relativamente à informação recebida, presença ou não durante a indução e recobro anestésicos, influência no grau de ansiedade dos próprios e/ou dos filhos, comportamento das crianças no recobro e grau de satisfação. A análise estatística através do SPSS, com o qui-quadrado e teste exacto de Fisher ou T de Student para amostras independentes ou não-paramétrico de Mann-Whitney. Foi considerado estatisticamente significativo um valor de P<0,05.

Obtivemos 190 respostas (57%) sendo excluídos 22 por preenchimento incompleto. Os inquéritos foram preenchidos maioritariamente pelas mães (83,3%).Quanto ao sexo, idade, estado físico (ASA) e tipo de anestesia não houve diferenças significativas em ambos os grupos. O procedimento anestésico/cirúrgico foi explicado antes da indução a 61,3% dos pais de ambos os grupos (teste de Fisher: P=0,873). A qualidade de informação foi considerada suficiente em 57,1%. Estiveram presentes durante a indução 68,5%; houve uma redução significativa da sua ansiedade em 61,9% (P=0,001). 63,1% acha que o facto de estar presente reduziu francamente a ansiedade das crianças (P=0,001). Foi avaliado o grau de satisfação (sim/não) inquirindo se repetiriam a experiência anterior. 95,2% referem que sim. Não há diferenças significativas entre os grupos de ambulatório ou de internamento (Fisher: P=0,483).

Conclusão: Os pais pensam que a informação e presença na indução e recobro reduzem a ansiedade, dando segurança e conforto à criança, o que reflecte melhoria dos cuidados prestados.

Fernanda Barros | Sónia Pereira | Neusa Lages | Milagros Lopez

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LE PARLEMENT EUROPÉEN ET LE CONSEIL DE L’UNION EUROPÉENNE,

vu le traité instituant la Communauté européenne, et notamment son article 137, paragraphe 2, vu la proposition de la Commission, vu l’avis du Comité économique et social européen (1), après consultation du Comité des régions, statuant conformément à la procédure visée à l’article 251 du traité (2), considérant ce qui suit:

(1) La directive 93/104/CE du Conseil du 23 novembre 1993 concernant certains aspects de l’aménagement du temps de travail (3), qui fixe des prescriptions minimales de sécurité et de santé en matière d’aménagement du temps de travail, applicables aux périodes de repos journalier, aux temps de pause, au repos hebdomadaire, à la durée maximale hebdomadaire de travail, au congé annuel ainsi qu’à certains aspects du travail de nuit, du travail posté et du rythme de travail, a été modifiée de façon substantielle. Il convient, dans un souci de clarté, de procéder à une codification des dispositions en question.

(2) L’article 137 du traité prévoit que la Communauté soutient et complète l’action des États membres en vue d’améliorer le milieu de travail pour protéger la santé et la sécurité des travailleurs. Les directives adoptées sur la base dudit article doivent éviter d’imposer des contraintes administratives, financières et juridiques telles qu’elles contrarieraient la création et le développement de petites et moyennes entreprises.

(3) Les dispositions de la directive 89/391/CEE du Conseil du 12 juin 1989 concernant la mise en œuvre de mesures visant à promouvoir l’amélioration de la sécurité et de la santé des travailleurs au travail (4), restent pleinement applicables aux domaines couverts par la présente directive, sans préjudice des dispositions plus contraignantes et/ou spécifiques contenues dans celle ci.

(4) L’amélioration de la sécurité, de l’hygiène et de la santé des travailleurs au travail représente un objectif qui ne saurait être subordonné à des considérations de caractère purement économique.

(5) Tous les travailleurs doivent disposer de périodes de repos suffisantes. La notion de repos doit être exprimée en unités de temps, c’est-à-dire en jours, heures et/ou fractions de jour ou d’heure. Les travailleurs de la Communauté doivent bénéficier de périodes minimales de repos — journalier, hebdomadaire et annuel — et de périodes de pause adéquates. Il convient, dans ce
contexte, de prévoir également un plafond pour la durée de la semaine de travail.

(6) Il convient de tenir compte des principes de l’Organisation internationale du travail en matière d’aménagement du temps de travail, y compris ceux concernant le travail de nuit.
(7) Des études ont démontré que l’organisme humain est plus sensible pendant la nuit aux perturbations environnementales et à certaines formes pénibles d’organisation du travail et que de longues périodes de travail de nuit sont préjudiciables à la santé des travailleurs et peuvent compromettre leur sécurité au travail.

(8) Il y a lieu de limiter la durée du travail de nuit, y compris les heures supplémentaires, et de prévoir que, en cas de recours régulier à des travailleurs de nuit, l’employeur informe de ce fait les autorités compétentes, sur leur demande.

(9) Il est important que les travailleurs de nuit bénéficient d’une évaluation gratuite de leur santé préalablement à leur affectation et à intervalles réguliers par la suite et que, s’ils souffrent de probl